Milla

Archive for março \27\UTC 2010|Monthly archive page

An Education

In Cinema e Mulher, Oscar on 27/03/2010 at 23:15

Demorei um pouco para falar sobre esse filme, apesar de já tê-lo visto há algum tempo. Mas não faz mal, até porque nas aulas de análise fílmica do Professor Karl Sierek a gente aprende que o primeiro passo de se analisar ou criticar o filme é assistí-lo e esperar um tempo, esperar a poeira baixar, as emoções que o filme transmite serem digeridas e então acessar a falha memória e deixar a análise correr. Para quem trabalha como crítico de cinema essa tarefa não parece ser das mais fáceis, já que se tem um deadline a cumprir. Mas como o Blog é apenas um hobby, eu posso me dar a esse luxo. Queria avisar que, se por um acaso você ainda não assistiu o filme e se você é do tipo de pessoa que gosta da surpresa total, então não leia esse post antes de assistir porque contém spoilers!

Logo depois de assistir o filme da diretora Lone Scherfig, eu fiquei numa relação de amor-e-ódio com ele. Primeiro pensei no motivo que o levou concorrer a três categorias do Oscar – melhor atriz, melhor filme e melhor roteiro adaptado – já que existem tantos outros filmes de temática e produção tão interessantes quanto, se não mais, que também poderiam estar lá. Talvez porque esse “An Education”, apesar de europeu (britânico), tem um roteiro e uma produção próxima ao cinema de Hollywood. Acho sinceramente que a distribuição do Oscar está muito mais voltada para termos políticos e estéticos (no sentido da beleza e harmonia das formas e de roteiro) do que para termos de qualidade em si, claro tudo isso é muitooo subjetivo. Nesse sentido o “An Education” estaria incluso por motivos estéticos, se levar em consideração a harmonia entre os atores principais Peter Saarsgard – como David –  e a Carey Mulligan – como Jenny.

Os anos cinquenta do filme não usa como soundtreck só Rock como se podia esperar,  mas dá até preferência a músicas que  dão à trama a um ar de luxo e glamour como por exemplo as músicas cantadas pelas francesas Juliette Gréco (Sous Le Ciel De Paris) e Madeleine Pezroux (J’ai Deux Amours) como também a música de Ray Charles “Tell the Truth”. Glamour aliás é algo que é apresentado à jovem Jenny do momento em que ela conhece David até o final!

O segundo motivo que me levou a titubear em não gostar do filme foi uma dose de clichês. Se fosse exagerar diria que o filme se trata de uma guerra de sexos. O pai de Jenny exige demais dela e não quer que ela se envolva com os rapazes e chama seu tímido pretendente de roqueiro, exige que ela estude bastante para ser aceita em Oxford. O filme vai e volta a essa temática de  ser aceita em uma universidade, assim como muitos filmes e séries americanas, nos quais a atriz principal sonha em ir pra Harvard ou Yale.

Além disso ele não aprova a escolha de Jenny de estudar literatura e sim queria que ela estudasse direito. Mas todo o (falso) moralismo do pai vai se derretendo como um Iceberg nesses tempos de aquecimento global conforme David vai se aproximando da família. David era o pretendente que todo o pai sonharia o único defeito dele para o pai de Jenny era ser judeu, mas David tratou de reverter o quadro rapidinho, se ele realmente fosse como se apresenta a família, um homem distinto, que se diz formado também em literatura, que tem condições de levar Jenny para os concertos que ela tanto aprecia e até mesmo para Paris, a cidade dos sonhos da menina que é aplicadíssima no francês. Mas essa relação não é vista com a mesma euforia pela diretora e pela professora do colégio onde Jenny estuda, que reprovam a maneira como ela tem se dedicado cada vez mais ao namorado e menos aos estudos.

Mais clichês? Uma dose de problemas pais e filhos, rebeldias adolescentes, apesar de leves aquela história de mulher inteligente ou pelo menos estudiosa, é feia e mulher que não liga para os estudos, fútil, é linda  etc…

Mas  repassando o filme na memória, confesso que eu tenho que dizer que gostei. Sim, gostei da sutileza, da leveza do drama, das músicas e principalmente, mas principalmente mesmo, da atuação da Carey Mulligan! Quem chega no meio do filme parece não conseguir se lembrar da menina aplicada, séria, na chuva após ensaiar com seu violão cello para um concerto do colégio, a espera do ônibus para voltar para casa. Nesse momento ela é abordada por David pela primeira vez. A expressão dela de quem não sabe se vai ou se fica, se se arrisca a entrar no carro de um desconhecido ou se fica na chuva com o risco de estragar o cello é extraordinária. É simples, não é uma atuação forçada e sim uma expressão natural de uma menina que está numa fase de incertezas na vida.

Essa mesma menina no melhor estilo “quem sabe ainda sou uma garotinha, esperando o ônibus da escola, sozinha…” de Cassia Eller, passa por uma metamorphose que vem na dose certa, a cada descoberta do mundo novo que David a apresenta, um mundo onde parece não haver mocinhos nem vilões, onde ela tem que rever seus conceitos burgueses – o próprio David fala sobre isso com ela após ela querer abandoná-lo ao saber que ele roubou um antigo quadro da parede de um casarão velho a venda –  e passar a aceitar que o certo e o errado pode variar dependendo do ponto de vista de está vendo. A narrativa tem um desdobramento fantástico, pois mostra o amadurecimento de Jenny não só como mulher, mas como ser humano. Ela começa então a se questionar se tudo aquilo para o qual  ela dedicou a vida inteira realmente tem valor. É essa a temática do filme! O conhecimento adquirido da experiência de vida pode substituir o conhecimento adquirido nas quatro paredes de uma sala de aula, ou de uma biblioteca, ou de um quarto ou vice versa? Até então Jenny nunca havia questionado isso, porque ela simplesmente não conhecia uma outra maneira de adquirir conhecimento.  O que adiantava saber latin, uma língua que nem é mais falada, ou francês sem nunca poder ir a França, ou tocar Cello e gostar de música erudita se nem ao menos tinha a oportunidade de ir a um concerto? Tudo pelo sonho de ir pra Oxford-tirando o Cello que era realmente por puro prazer- mas será que isso era realmente necessário?

Além disso agora ela tinha alguém especial, alguém que a levava a concertos, que a levava para Paris, que a divertia, que a transformou em uma mulher adulta- ela acreditava mesmo nisso!-  e que além de tudo a pediu em casamento. Que utilidade então teria para uma moça tão sortuda como ela, a bendita education, no sentido de escola e universidade? E aí o filme agride o ego de feministas e de não feministas, mas mulheres que, como eu, são contra a formação de “Amélias”. Sim porque o que a gente vê se desdobrando na tela é quase um crime! Uma menina extremamente inteligente jogando os estudos para o alto para se dedicar a um marido! Não nos levem a mal guys, mas para a cabeça de uma mulher ocidental hoje, isso é atestado de burrice… Mulligan transforma a doce Jenny do começo em uma típica adolescente da atualidade, uma menina que acredita saber de tudo, ter experiência e motivo suficiente para largar a escola sem querer parar para ouvir o que pessoas mais velhas tem a dizer. Quando falo em pessoas mais velhas me refiro à professora e à diretora do colégio. Ela as afronta e sai para a vida de “pré-amélia”. E os pais da menina? Essa é uma excelente pergunta!A mãe de Jenny é um estereótipo da dona de casa zelosa que não vai contra as ordens do marido, se concorda sorri, se não concorda faz cara de quem não gosta, mas aceita a decisão dele. Aliás, as falas da mãe de Jenny são mínimas, não dá nem pra comparar com o tanto que o pai dela reclama fala. Mas David consegue conquistar pai e de quebra também a mãe com a “estabilidade” financeira que aparenta ter, além do bom humor e jogo de cintura. Mesmo se a mãe de Jenny fosse contra a filha largar tudo, o pai parecia não estar nem um pouco preocupado. Sendo assim, não tinha como evitar o drama que estava prestes a se desenrolar na vida da menina. Com o tempo até a gente pega simpatia por David, de qualquer maneira não dá para entender porque ela tinha que largar os estudos para ficar com ele! Claro, diferenças de épocas de cultura!  Mas, por mais que David é simpático, legal, e atencioso com ela, é revoltante vê-la bandonar um sonho que cultivou a vida toda.

De repente a trama chega a um ápice – que eu não vou contar qual é – e  vemos, a então cheia de si, Jenny em um processo de desmetamorphose ou remetamorphose – dependendo do ponto de vista de cada um –  da personagem. E pra mim é aí que está a grande sacada do filme, por mais óbvio e simples que tudo isso pareça.

A forma natural em que Mulligan trabalhou a desmontagem e remontagem da personagem, que ao mesmo tempo que regrediu à colegial, cresceu a ponto de enfrentar seus fantasmas – subtende-se a diretora do colégio – e ter coragem de pedir apoio à professora, quem ela antes pré-julgou como detentora de uma vida sem graça, chata. Ela agora se apresenta à mesma  como uma menina que se sente  velha, mas não muito (mais) sábia.

Saem as maquiagens, os penteados à la década de 60, as roupas glamourosas e vem para o mise-en-scéne uma menina mais determinada,, enfrentando as noites com os livros, numa sessão de estudos exaustivas, numa corrida contra o tempo para quem já perdeu um ano. Nessa cena aqui ao lado isso é muito bem representado e até parece que alguém está vigiando-a do lado de fora da janela, não parece?

E é essa cena, da menina que largou tudo por amor e depois teve que reatar de onde parou, determinada a passar em Oxford, que fica  como a primeira imagem que vem a mente quando penso a esse filme. Foi tão forte, que as músicas, as danças, os figurinos, enfim o glamour já falado aqui, parecem não ter o impacto ou tanta graça como essa aqui. E é por isso que eu digo que gostei desse filme e que ele realmente merecia ter sido indicado às três categorias já mencionadas anteriormente.

Interessante ainda é pensar que essa história é baseada na vida da jornalista e escritora Lynn Barber, que como Jenny largou tudo para ficar com um homem mais velho e depois teve que correr atrás do tempo para ter a chance de realizar o sonho de estudar em Oxford.  Ela trabalha para o Sunday Times e publicou um pequeno artigo com sua auto;biografia o qual foi usado como base para o roteiro do filme. Em junho de 2009 ela então publicou o livro An Education onde relata sua história. Lynn é também autora do livro Sweeney Todd, O barbeiro Demoníaco de Fleet Street.

Foto de barber quando jovem, o que vocês acham, parece com a Carey?

Mudando de Coca para Fanta Laranja…

– Digam-me, essa cena não está à la Godard?

Do cinema 3D para a Tv 3D

In Filme 3D on 15/03/2010 at 14:11

Imaginem a cena. Você chega na sala, senta no sofá, coloca os óculos e liga a TV, porque sem os óculos você não consegue enxergar a imagem muito bem porque ela fica totalmente desfocada. Nós que sofremos de miopia e astigmatismo sabemos muito bem como é essa sensação. Mas não são os problemas oftamológicos que te farão colocar os óculos e sim… a tecnologia da sua televisão! Isso não é o futuro, isso já é o presente.

As televisões 3D já estão no mercado à venda. No Brasil a previsão é que cheguem em Abril! Mas será realmente que a onda vai pegar?  Sites como o Telegraph alegam que pesquisas revelam que as pessoas ao saírem do cinema 3D, reclamam mais de dor de cabeça e vista cansada do que as pessoas que saem de uma sessão de cinema 2D.  Além disso não existe uma produção televisiva que torne a compra de um aparelho com tecnologia 3D realmente necessária. Esses seriam fatores negativos a se levar em consideração ao se comprar uma TV com essa tecnologia. Sendo assim o site alerta os consumidores a esperarem um pouco pra embarcar nessa. Mas isso não significa que se voê comprar um aparelho com tecnologia 3D você só poderá assistir televisão se a programação for em 3D. Essa tecnologia estará disponível no seu aparelho e você poderá ativá-la e desativá-la, assim como a tecnologia HD (alta definição) que já vem disponível nos aparelhos mais novos. A pergunta que fica é: vale a pena pagar mais por uma tecnologia que talvez nem vamos usar, ou então não com tanta frequência? Ainda segundo o Telegraph, os britânicos gastaram no último ano 52 bilhões de Libras em bugingangas com funções as quais eles nunca usaram!

Outra coisa que eu acho engraçado é que sempre quando surge uma tecnologia nova dentro da área de comunicação vem toda uma discussão sobre susbstituição de uma por outra. Acho que o que fomenta essa discussão é que, se por um lado Radio e televisão continuaram existindo mesmo depois da chegada da internet onde se pode ter uma série de mídias em um só aparelho, por outro lado nós vimos sim os cds substituirem as fitas k-7, os dvds substituirem os videos (e agora ainda tem essa história de Blue Ray). Tudo por uma imagem e um som com melhor definição.
A onda do 3D é até agora apenas uma… “onda”, uma moda que pode pegar ou não. Nem mesmo o Tim Burton, produtor de Alice in Wonderland se arrisca em dar muito palpite sobre o assunto. Ele declarou que a tecnologia é legal mas que logo vai haver muita merda coisa não necessariamente de qualidade também produzida  em 3D como se já não tivesse. É legal ver filmes como Coraline, Avatar (não sei se Avatar fora de uma sala 3D fez tanto sucesso)  etc nesse formato, o que faz os filmes ficarem mais interessantes do que realmente são (o que foi aquele roteiro de Avatar? Aquele vilão infalível! É de doer né?).  Mas  o 3D também pode se tornar cansativo. Imaginem vocês que daqui um tempo só serão produzidos filmes nesse formato, eu odiaria a notícia!  Por isso, pensar que o 3D realmente vai ser o futuro do cinema e também da televisão, é demais né? ou não?

Ps: Ao clicar na foto vocês serão encaminhado para o Link onde ela foi originalmente publicada.

Os números de Alice

In Filme 3D on 14/03/2010 at 13:23

Segundo o site National Public Radio “números” é o ingrediente secreto do escritor Lewis Carroll. Pouca gente sabe é que Carroll, o qual se chamava na verdade Charles Dodgson, era professor de matemática em Oxford. Sendo assim o livro é cheio de lições de álgebras. Ahm?! Eu explico: Várias partes do livro, retratam na verdade o período de transformações dentro da matemática do século XIX. Muito conservativo, Dodgson (ou Carroll, como preferirem), não estava gostando nada da introdução dos X e Y para representação de valores desconhecidos. Ele defendia que a matemática deveria continuar pura, dentro da geometria, como há mais dois mil anos, nos tempos de Euclides. O site diz ainda que a notícia de que Carroll era um matemático pode surpreender muitos, mas que todo matemático tem conhecimento dessa revelação bombástica (esse bombástico é por minha conta pra dar um toque brasileiro sensacionalista). E além disso uma estudante de Oxford escreveu uma dissertação analizando o livro,  e identificou numorosas alusões matemáticas nele. A matéria pode ser lida na íntegra em inglês aqui.

Interessante é ressaltar que um matemático conservador conseguiu revolucionar a literatura, criando um livro onde verdade e fantasia se misturam de tal forma que é quase impossível distinguí-las. O próprio Tim Burton declarou em entrevista publicada pela folha de São Paulo que a obra de Carroll é tão subversiva que se tivesse sido escrita hoje, provavelmente teria sido banida, ou no mínimo jamais teria sido considerada literatura infantil. Para Burton ainda, essa fronteira entre realidade e ficção está cada vez menos evidente através da Internet. Para os que se interessarem, a entrevista na íntegra pode ser encontrada aqui.

Com matemática ou sem matemática, o fato é que a versão 3D de Tim Burton tem liderado as bilheterias americanas. Somente no primeiro fim de semana o filme rendeu US$ 116,3 milhões de dólares, batendo assim um recorde no cinema 3D, em contrapartida, Avatar faturou “apenas” US$ 77 milhões no final de semana de estréia. Qual será o segredo de Tim Burton? Talvez um pouco de esquisitisse, Johnny Depp, Helena Bonham Carter (esposa de Burton, que também é conhecida pelos fãs de Harry Potter como Bellatrix Lestrange), a novata Mia Wasikowska, a moda do 3D e a matemática do Carroll, que apesar de conservadora, não deixa de ser atual.

Yes, we have cinema!

In Cinema brasileiro, Festivais on 13/03/2010 at 15:35

Acontece em Berlin do dia 18 a 21 de março o 5. Festival de Filme Brasileiro organizado pelo Cine Brasil em parceria com a Embaixada Brasileira.

Para abrir o festival com chave de ouro, no dia 17 de março a cantora teuto-brasileira Bê se apresentará no Pfeferberg com um repertório que mixa Samba, Jazz e Funk. Me pergunto se é o mesmo Funk que eu estou pensando.  A temática do ano está mais voltada para o cinema negro brasileiro, mas não só. Entre os filmes em cartaz estão: Mutum, O Veneno da Madrugada, O homem do Ano, pro Dia Nascer Feliz, Apartamento 608 e Edifício Master etc.

Os filmes serão exibidos na Rosa-Luxemburg-Str. 30, no Babylon Berlin Mitte. Mais informações pelo site do Cine Brasil.

Vale a pena prestigiar o cinema nacional e ao mesmo tempo matar a saudade da terrinha através da tela do cinema, ou não?!

Alice in Woodstock, ooppsss Wonderland

In Filme 3D on 12/03/2010 at 20:21

O que tem a ver uma     coisa com a outra?

Eu explico. Corre na internet que está virando moda entre jovens e adolescentes australianos usar LSD antes de entrar para as salas de exibições para apreciar o novo filme de Tim Burton Alice in Wonderland. Os jovens que usam do alucinógino dizem ter experiências transcedentais durante o filme, tanto que repetem a dose LSD e Alice mais vezes. Há que diga que é como um revival de Woodstock, só que da sétima arte. Eu hein!

Admiradora que sou do trabalho de Burton, eu acredito que para tirar proveito máximo da obra dele é necessário estar bem lúcido, além disso  a história já tem viagens suficientes, não é mesmo?

Mais uma vez Bigelow

In Cinema e Mulher, Oscar on 12/03/2010 at 17:40

Como o fuso-horário não colabora comigo eu tive que assistir o Oscar pela internet mesmo, o que foi complicado pelo fato da academia estar de olho em sites como youtube tirando o conteúdo do ar! Um absurdo né?! O fato é que mesmo assim eu consegui ver momentos marcantes do show, que na minha opinião há tempos não tinha sido tão bom! Jammes Cameron e Kathryn Bigelow não escaparam das piadinhas de Steve Martin e Alec Baldwin que chegaram a pegar pesado com os dois! Por isso eu achei legal a foto publicada pelo Blog Bonequinho do O Globo com uma imagem que resumiria, na opinião dos blogers, a noite do dia 7 de Março.

Foi ou não foi uma grande sacada do fotógrafo?

Gossip moment: Para quem está por fora, Cameron e Bigelow foram casados de 1989 a 1991 e concorriam a 9 categorias sendo que disputavam 5 delas ao mesmo tempo. Em todas Bigelow levou a melhor.

No fim da noite The Hurt Locker saiu com 6 estatuetas e  Avatar com apenas a metade. Nesse caso uma imagem como a ali de cima fala mais que mil palavras não é mesmo?

Bigelow em entrevista foi muito elegante e diplomática ao falar sobre Cameron. Ela disse que ele é um grande diretor e que aprendeu muito com ele, o que não é difícil de acredita ao ver que os dois, mesmo depois da separação, trabalharam juntos quando Cameron escreveu o roteiro de  “Strange Days” em 1995, filme dirigido por Bigelow.

Festival de Curtas

In Curta-Metragem, Festivais on 12/03/2010 at 15:58

Para quem curte e produz curtas, o Festival Internacional de curtas-metragens de São Paulo abrem as inscrições agora no final do mês de março.

Essa será a 21ª edição do festival que acontecerá dos dias 19 a 27 de agosto

As inscrições devem ser feitas pelo site Short Film Depot. Mas informações no site Kinoforum.

Já que estamos falando sobre curta, a Academy of Motion Picture Arts and Science, mais conhecida por nós como Oscar, premiou o curta (animated) francês Logorama do argentino Nicolas Schmerkin, e o curta (live action) “The New Tenants” dirigido por Joachim Back and Tivi Magnusson.

Mas quem marcou mesmo foi o “Logorama por usar mais de 2.000 Logos na produção e ainda colocar o Ronald McDonald’s como o vilão da história. Tadinho do palhacinho!

Abaixo o Logorama via youtube, mas corram senão o link expira. O The New Tenants eu não encontrei, se alguém achar me avisa!

É Tudo Verdade

In documentário, Festivais on 12/03/2010 at 11:08
Infelizmente, quem curte e pretende seguir carreira de documentarista/cineasta ou coisa do gênero e não foi privilegiado de nascer em centros como Rio-São Paulo tem duas opções: Ou se mudam para o lugar onde tudo acontece ouuu… desiste! Simplesmente assim!
Por mais que existam iniciativas locais de fomentar a produção cinematográfica – como no ES existe o Vitória Cine Video que é um festival excelente, crescendo e trazendo cada vez mais os grandes profissionais da área para o estado – essas iniciativas ainda são o engatinhar do processo.
Eu quero falar aqui especificamente sobre o Festival Internacional de Documentários “É Tudo Verdade” que tem como idealizador o jornalista e crítico de cinema Almir Labaki. Esse festival é um dos poucos e dos maiores festivais do mundo no ramo de documentário, justamente por documentário ser o “patinho feio” do cinema. Isso não significa que seja menos importante.
A vantagem de se fazer um documentário em contrapartida da ficção é ao mesmo tempo uma desvantagem. Não se tem um roteiro já pronto, muitas vezes ele vai se moldando com o rodar do filme. O produtor de um documentário tem que ter bem fixa na cabeça que mensagem ele quer passar porque senao ele pode perder a linha de raciocínio, fugir do tema e no final não obter um trabalho coerente. Por outro lado, uma idéia muito fixa pode muitas vezes cegar o produtor a ponto de ele induzir as pessoas a falarem o que ele quer ouvir e não mostrar a real situação da coisa.
Se por um lado os documentários conseguem ir além de uma reportagem televisiva, já que é um trabalho feito com mais liberdade de expressão e liberdade de formato, precisa existir ao mesmo tempo um cuidado de não se apresentar ao público uma opinião inflexível sobre um tema, não deixar que o subjetivo, que o “eu acho” se insira demais dentro do contexto narrativo, mas tentar mostrar os fatos simplesmente com uma interferência mínima, pelo menos consciente. É claro que aqui entraríamos em toda a discussão da subjetividade da edição, dos cortes etc. Mas por mais que esteja claro que é impossível obter uma objetividade total, a busca dela é também necessária no campo do documentário. Por isso achei o nome do festival “É Tudo verdade” fantástico, porque até mesmo a verdade pode ser e é algo subjetivo.
Voltando ao ponto inicial do post, sobre essa centraliazação Rio – São Paulo, seria legal que os idealizadores de projetos como o “É Tudo Verdade” olhassem um pouco para outros locais no Brasil- Okay, Brasília estava num ciclo de programações do ano passado – e possibilitassem a leva de amostras, de rodas de debate etc, permitindo assim que quem se interessa e quer trabalhar no ramo, tenha a oportunidade de obter ou ampliar sua rede de contatos com os profissionais da área e quem sabe abrir assim portas pra novos talentos?
Para quem se encontra no eixo Rio/São Paulo e se interessa pelo assunto provavelmente já conhece o É Tudo Verdade, mas caso não conheçam cliquem aqui para visitar o site e ficar atualizado sobre as amostrar, datas do fetival, como se inscrever etc.
E não se esqueçam que é tudo verdade!

Bigelow e a Big Vitória

In Cinema e Mulher, Oscar on 12/03/2010 at 10:50

A vitória de Kathryn Bigelow no último domingo a consagrou como a primeira mulher a ganhar o Oscar de melhor filme na história da Academia. Mas contentem-se com as comemorações girls.
Eu li uma matéria do Blog do O Globo, Bonequinho – que aliás recomendo pela forma coerente e simples que os autores o escrevem – na qual eles postaram sobre duas ONGs que defendem a mulher no cinema. Curiosa como eu sou eu dei uma googlada e achei os site delas para quem tiver interesse. Vale a pena conferir.  Women in Film e Women Make Movies.
Essas ONGs desenvolvem vários projetos desde apoio a produção cinematográfica feitas por mulheres como concursos, não apenas na área da direção, como atuação, maquiagem, figurino e por aí vai.
Segundo elas a participação das mulheres no mercado cinematográfico vem caindo drasticamente. No ano de 2009 de todas as produções de Hollywood, a participação das mulheres foi de apenas 30%. Além disso, apesar de a academia ter premiado uma mulher, existe a aposta que isso só tenha acontecido por ela ter desenvolvido um filmes para “machos”. Filmes feitos para mulheres na maioria das vezes nem entram na disputa.
Mas mesmo assim, a vitória de Bigelow é um excelente ponto de partida para que o movimento feminista também ganhe os bastidores, e as telas do cinema. Não acham?!

%d blogueiros gostam disto: